Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Tem Dia...

Tem dia que eu não ouço
Não digo
Não ligo
Nem faço raiva a ninguém
Mas também tem dia
Que eu mesmo tomo um sumiço
Que nem sei que diabo é isso
Que em teus braços me faz bem.
Tem dia que eu nada faço
Esqueço a dor e o cansaço
Desfaço um laço contigo
Mas depois corro perigo
Me abraço com teu feitiço
O meu maior inimigo
O mal que dorme contigo
O amor que me faz bem.
Tem dia em que me pego
Querendo que anoiteça
Que o sol descanse, escureça
Pr'eu esfriar a cabeça
E antes que eu me esqueça
Tem dia que quero isso
Tem dia que quero abrigo
Que sonho teu ombro amigo
Tem dia eu que sou ninguém.
(Naeno)

Não te quero senão porque te quero
e de querer-te a não querer-te chego
e de esperar-te quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
e a medida de meu amor viageiro
é não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
seu raio cruel, meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor a sangue e fogo.
(AD)
Regulamento

Eu não juro nada
por coisa alguma,
pois que todo caminho é de incerteza.
A ordem se desarruma,
a história se desajeita,
o arranjo troca e vira a mesa.
Tampouco prometo.
Nesse jogo de regras e tratos,
rolam os dados,
mudam os fatos,
num ciclone célere, inclemente.
Só o que posso fazer é me entregar completamente
a toda causa que eu me dedicar,
a cada tempo que eu puder viver,
a cada amor que me fizer amar."
(Flora Figueiredo)
quarta-feiera de cinzas...
toda a terra está envolta nas neblinas
e a friagem se difunde pelo espaço…
- longe se ouve, em cadência, passo a passo
o caminhar dos boêmios nas esquinas…
pela sombra - as estrelas pequeninas
com sono, tem o olhar nevoento e baço…
no silêncio da noite ouço o compasso
do sereno a pingar das serpentinas…
algum bando tardio passa adiante
- e deixa pela noite uma batida
de samba em agonia - estrebuchante…
quarta-feira de cinzas já amanhece,
- mais outro carnaval em minha vida,
vida que há muito um carnaval parece !…
(Jorge Jd de Araújo)
e a friagem se difunde pelo espaço…
- longe se ouve, em cadência, passo a passo
o caminhar dos boêmios nas esquinas…
pela sombra - as estrelas pequeninas
com sono, tem o olhar nevoento e baço…
no silêncio da noite ouço o compasso
do sereno a pingar das serpentinas…
algum bando tardio passa adiante
- e deixa pela noite uma batida
de samba em agonia - estrebuchante…
quarta-feira de cinzas já amanhece,
- mais outro carnaval em minha vida,
vida que há muito um carnaval parece !…
(Jorge Jd de Araújo)
Assinar:
Postagens (Atom)






