Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
segunda-feira, 28 de abril de 2008

Aprendo meu ofício te amando e reinventando o amar, mareando o de dentro de sentido, vicejando o leito da pele, encrustrando o fundo de mim com impressões dos teus dedos. Brinco de adivinhar tua palavra, o tom do meu nome antes da tua língua, o que eram meus olhos antes dos teus e como eu chamaria esse tanto que veio me habitar o ventre, os seixos, o vento, o mundo.
Patricia Antoniete
XIX

Shiori Matsumoto
O luar quando bate na relva
Não sei que coisa me lembra...
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas.
E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava à noite nas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas...
Se eu já não posso crer que isso é verdade
Para que bate o luar na relva?
Alberto Caeiro

Shiori Matsumoto
Assinar:
Postagens (Atom)








