Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
domingo, 19 de julho de 2009
O Elefantinho
sexta-feira, 17 de julho de 2009

'Foi um processo longo e difícil,
como sempre o são as aproximações
entre duas pessoas habituadas a estarem sozinhas.
Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça,
a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos.
Mas depois é a cabeça que trava o coração,
as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes,
um sufoco inexplicável que parece instalar-se
onde dantes estava a intimidade.
É preciso saber passar tudo isso
e conseguir chegar mais além, onde a cumplicidade
- de tudo, o mais díficil de atingir -
os torna verdadeiramente amantes'
[Miguel Sousa Tavares]
como sempre o são as aproximações
entre duas pessoas habituadas a estarem sozinhas.
Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça,
a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos.
Mas depois é a cabeça que trava o coração,
as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes,
um sufoco inexplicável que parece instalar-se
onde dantes estava a intimidade.
É preciso saber passar tudo isso
e conseguir chegar mais além, onde a cumplicidade
- de tudo, o mais díficil de atingir -
os torna verdadeiramente amantes'
[Miguel Sousa Tavares]
Boa noite!

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina
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