
Uma pobre velhinha franzida e amarela
Sentou-se num banco, em Paris.
A tarde cinzenta andava atrás dela
Como um triste gato de feltro e flanela,
Igualmente exausta e infeliz.
Por que há uma velhinha tão triste e amarela
Sentada num banco em forma de X?
Nunca vi ninguém mais triste do que ela,
Em tarde nenhuma de nenhum país.
Nas mãos , uma chave – de que bairro, viela,
Porta , corredor, mansarda, cancela?-
Com um desenho de flor-de-lis.
Cecília Meireles
Sentou-se num banco, em Paris.
A tarde cinzenta andava atrás dela
Como um triste gato de feltro e flanela,
Igualmente exausta e infeliz.
Por que há uma velhinha tão triste e amarela
Sentada num banco em forma de X?
Nunca vi ninguém mais triste do que ela,
Em tarde nenhuma de nenhum país.
Nas mãos , uma chave – de que bairro, viela,
Porta , corredor, mansarda, cancela?-
Com um desenho de flor-de-lis.
Cecília Meireles

Um comentário:
Paty,
que blog mais sweet!!!
Me encantei com o layout, com os poemas e com sua mascote!
Lindo!
kryka
http://absyntovoce.blogspot.com/
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