
Como um último verde em um pote de tinta
As folhas têm um tom áspero,seco , velho,
Sob umbelas em flor que um azul pinta
Do falso azul, que é o seu remoto espelho.
Tosco espelho sem luz,choroso e baço
Como que prestes a perder o tom postiço,
Como antigo papel de carta já sem viço,
Onde o amarelo, o roxo e o cinza deixam traço;
Desbotado como o avental de uma criança
Que não foi mais usado e agora só descansa:
Como uma vida breve que se extingue.
Mas de repente o azul quer como que viver de
Novo em alguma umbela e se distingue
Um comovente azul sorrir de verde.
Rainer M. Rilke, por Augusto de Campos
As folhas têm um tom áspero,seco , velho,
Sob umbelas em flor que um azul pinta
Do falso azul, que é o seu remoto espelho.
Tosco espelho sem luz,choroso e baço
Como que prestes a perder o tom postiço,
Como antigo papel de carta já sem viço,
Onde o amarelo, o roxo e o cinza deixam traço;
Desbotado como o avental de uma criança
Que não foi mais usado e agora só descansa:
Como uma vida breve que se extingue.
Mas de repente o azul quer como que viver de
Novo em alguma umbela e se distingue
Um comovente azul sorrir de verde.
Rainer M. Rilke, por Augusto de Campos
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