Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Forever
para sempre a calma das tuas palavras
aquietando espectros
para sempre um sorriso na pupila dos olhos
para sempre noites enluaradas
renovadas reflexões e poesia borbulhando
tal oxigênio na alma
para sempre réstias de luz
nos meandros simbólicos do tempo
- brisa fugidia a guiar os sentidos.
para sempre o tempo em sua plenitude
segredos de passarinhos
descortinando efêmeras convicções.
Andréa Motta
terça-feira, 5 de julho de 2011
"Daquele tempo nem tão distante, daqueles dias que até hoje duram às vezes duas, às vezes duzentas horas, restou esta sensação de que, como eles, também me vou tombando rápido dentro da boca de um vulcão aberto sem fôlego nem tempo para repetir como numa justificativa, ou oração, ou mantra, enquanto caio sem salvação no fogo que é verdade, que si, que no, que nadie puede mismo vivir sin amor."
Caio Fernando Abreu in Ovelhas Negras
Dia de hoje
Ó dia de hoje, ó dia de horas claras
Florindo nas ondas, cantando nas florestas,
No teu ar brilham transparentes festas
E o fantasma das maravilhas raras
Visita, uma por uma, as tuas horas
Em que há por vezes súbitas demoras
Plenas como as pausas dum vento.
Ó dia de hoje, ó dia de horas leves
Bailando na doçura
E na amargura
De serem perfeitas e de serem breves.
Sophia de Mello Breyner Andresen
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