Escuta o galope certeiro dos dias
saltando as roxas barreiras da aurora.
Já passaram azuis e brancos:
cinzentos, negros, dourados passaram.
Nós, entretidos pela terra,
não levantamos quase nunca os olhos.
E eles iam de estrela a estrela,
asas, crinas e caudas agitando.
Todos belos, e alguns sinistros,
com centelhas de sangue pelos cascos...
...Não suspires pelo que existe
nesses caminhos do sol e da lua.
Semeia, colhe, perde, canta,
que a cavalgada leva seu destino...
(Cavalgada - Cecília Meireles)
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