terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ai, quem me dera


Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor

Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...


Vinícius de Moraes

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008


Voar baixo para não esquecer o chão.

Voar alto e selvagemente para soltar as minhas grandes asas.


Clarice Lispector in Sopro de Vida

domingo, 21 de dezembro de 2008

Belo



Sou feito de cacos e retalhos.
Meu corpo de retalhos e costuras;
Minha alma de cacos e soldas.

Mas não penses que por isso me faço feio;
Sou a mais linda colcha de teu enxoval
A aquecer as tuas noites de inverno
Quando o outro lado da cama está vazio;
Sou o mais belo vitral de tua janela
A colorir os raios do sol que iluminam
O templo interior de tuas solidões.

Fiz-me belo em teu leito e em teu altar
Para te aquecer e te colorir, Bela!

(Oswaldo Antônio Begiato)

Colha o dia, confia o mínimo no amanhã
Não pergunte, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento
está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã.

(Odes" (I, 11.8) do poeta romano Horácio /65 - 8 AC)

Enquanto faço o verso



Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.
Dirás que sangue é o não teres teu ouro
E o poeta te diz: compra o teu tempo.

Contempla o teu viver que corre, escuta
O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.
Enquanto faço o verso, tu que não me lês
Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.

O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:
"Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas".
Irmão do meu momento: quando eu morrer
Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:

MORRE O AMOR DE UM POETA.

E isso é tanto, que o teu ouro não compra,
E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto
Não cabe no meu canto.

Hilda Hilst

sábado, 20 de dezembro de 2008

Piadinhaaa

Telefone toca........
Triiiiimmmmmmm....Joãozinho atende:
-Alô......
- Quem fala.....
- Aqui é o Joãozinho........
- Joãozinho teu pai está em casa???????
- Está...........
- Então chama ele ao telefone..........
- Não posso.............
- Por quê???????
- Ele está tomando banho............
- E sua mãe está?
- Está.......
- Então chama ela .........
- Não posso.........
- Por quê??
- Ela está tomando banho com o papai...........
- Ahhhhh..... e você acha que vão demorar??
- Acho que sim, um pouco.........
- Por quê??
- Agora pouco o papai gritou:
- JOÃOZINHO, TRAGA A VASELINA.
- E daí??
- Eu levei superbonder..
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Filhos agenti ama eles kkkkkkkkkkkkkkkk

Bom dia!!




“Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-lo durante todo o ano.”

Charles Dickens