Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Aquarela de Amor
Gestos
Duas Amigas ( Parte I )


Duas amigas num quintal
Vão inventando o mundo:
Uma vez uma fada,
Uma vez uma bruxa,
A amizade é que puxa.
Como pequenas flores,
Estrelas ou pérolas,
Palavras nascem e se tingem
De azul.
Para as meninas,
As casas são tão misturadas
Quanto duas águas
Numa mesma vasilha.
Onde termina a casa de uma
E começa a casa da outra?
Parece até que nasceram juntas,
Quando uma se demora,
A outra fica aflita.
O nome de uma é Ana,
O nome de outra é Rita.
(Roseana Murray)

Anita vende a doçura em frascos. Enche-os de compota de fruta, tapa-os e cola-lhes uma etiqueta, mas, em vez de escrever compota disto ou compota daquilo, de mirtilos ou de pêssego, de marmelo ou de morango, arredonda a letra e escreve apenas Doçura. Senta-se no passeio com os frascos defronte, expostos no asfalto, junto aos pés, e não lhe faltam clientes. A compota vende-se muito bem e ninguém regressa para reclamar: quem compra julga que a doçura está toda nos olhos de Anita.
[...] Às vezes, pensando nisto, Anita ainda se entristece. Olhando-a a partir da minha janela do país onde é quase sempre Inverno, vejo que as estrelas se lhe reflectem no orvalho dos olhos. Vejo isto e enterneço-me. Daqui longe fecho os meus olhos e sussurro bem baixinho a única verdade que existe – para que ela a oiça: que não há no mundo todo maior poema do que vê-la, sentada no passeio, a vender a Doçura que tem nos frascos. E nos olhos.
Manuel J.Marmelo
[...] Às vezes, pensando nisto, Anita ainda se entristece. Olhando-a a partir da minha janela do país onde é quase sempre Inverno, vejo que as estrelas se lhe reflectem no orvalho dos olhos. Vejo isto e enterneço-me. Daqui longe fecho os meus olhos e sussurro bem baixinho a única verdade que existe – para que ela a oiça: que não há no mundo todo maior poema do que vê-la, sentada no passeio, a vender a Doçura que tem nos frascos. E nos olhos.
Manuel J.Marmelo
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Carmem Miranda nasceu há cem anos

Há cem anos, nascia em Portugal a cantora que se transformou num ícone de brasilidade com suas roupas de baiana e frutas tropicais na cabeça.
Carmem Miranda nasceu Maria do Carmo Miranda da Cunha, na aldeia Várzea da Ovelha, em Marco de Canaveses, no dia 9 de Fevereiro de 1909.
Com apenas um ano de idade mudou-se para o Brasil com a família, que desembarcou no Rio de Janeiro, tal como aconteceu com milhares de emigrantes que, no início do século passado, fizeram da então capital do Brasil a segunda maior cidade portuguesa do mundo.
Maria do Carmo, que passou a ser chamada de Carmem pelo pai, um apaixonado por óperas, começou a trabalhar cedo numa loja de chapéus.
Conta-se que ela perdeu o primeiro emprego porque cantava muito durante o trabalho. Gostava tanto de cantar que costumava apresentar-se em festas e nas casas de conhecidos.
Foi numa destas reuniões que seu talento foi descoberto. Mas, além de talento, Carmem Miranda teve a sorte de ser a mulher certa no momento certo.
A rádio começava a tornar-se um veículo de massa no Brasil, surgiam os primeiros compositores de samba, e a música popular brasileira, até então menosprezada pela elite, conquistava seu espaço.
O primeiro sucesso de Carmem Miranda foi a gravação da marchinha de carnaval "Pra você gostar de mim", em 1928. A partir daí, não parou mais.
No final da década de 30, ela vestiu-se de baiana a para interpretar a canção "O que é que a baiana tem?", do então iniciante compositor Dorival Caymmi. Estava criada a imagem que consagrou Carmem Miranda.
Num de seus shows no Casino da Urca, no Rio de Janeiro, chamou a atenção do empresário norte-americano Lee Schubert, na época muito influente nos teatros de Nova Iorque.
Foi convidada para apresentar-se na Broadway e, mesmo cantando em português, conquistou os americanos.
Fez sucesso nos Estados Unidos e deixou ressentimentos no Brasil. Foi chamada, por alguns jornalistas, de ingrata e "americanizada", mas nunca perdeu o amor dos fãs brasileiros, que se orgulhavam do sucesso da artista que protagonizou 13 filmes em Hollywood. Em todos eles Carmem Miranda sempre dizia algumas frases ou cantava alguma música em português.
Ela carimbou seus pés na calçada da fama, mas sua vida não foi só glamour.
Carmem Miranda casou-se com o americano David Sebastian, que se tornou seu empresário.
Problemas no casamento e a enorme pressão do trabalho deixaram-na dependente dos barbitúricos, que ela misturava com álcool e tabaco.
O coração da cantora que era chamada de "a pequena notável" não aguentou: parou de bater numa noite de Agosto de 1955. Ela morreu em seu quarto, numa mansão de Beverly Hills, depois de um jantar onde cantou para a mãe e um grupo de amigos.
A sobrinha de Carmem Miranda, que mora no Rio de Janeiro, contou-me que, naquela noite, a cantora de músicas alegres cantou fado.
(Ivani Flora)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Celine dion : Mon homme
Tradução:
Meu Homem
Ele tem um olhar econômico
Ele tem um verbo raro… eu gosto disso
Ele ama o canto dos pombos e o cheiro do café
E são essas as coisinhas que fazemos sem pensar
Esse é meu homem, minha bandeira,
Meu homem, aquele que preciso
Eu me arrepio, tomo água
Esse é meu homem, meu abrigo, meu leito, meu herói
Ele não saberia como brilhar
Como um farol banal, esquecido
E nesse mar ordinario, ele quebra as ondas sem ver
Essas milhares de luzes que são oferecidas a mim, sem querer
Esse é meu homem, minha bandeira
Meu homem, aquele que preciso
Eu me arrepio, tomo agua
Essa é meu homem, meu fogo, meu repouso,
Esse é meu homem, meu amigo
Que perdoa, aquele que escolhi
Quando hesito, quando eu falho
Esse é meu homem que faz o que ele diz
Esse é meu homem, eu o admiro
Meu ozônio, o ar que eu respiro
Meu ópio, meu dia
Meu homem, meu teto, meu caminho… meu amor
PARA QUE SERVE O HOMEM?

“Para que as mulheres procurarão um homem, se agora, nem mesmo para a reprodução eles serão necessários?”
Essa pergunta vem atormentando o jornalista Ruy Castro desde que ele leu que a ciência acaba de descobrir um jeito de produzir espermatozóides a partir das células tronco femininas. Ou seja: uma mulher agora não depende mais de um homem para ser fecundada.
Ruy, que sempre fez um sucesso enorme entre as mulheres, tem medo que agora estas não considerem mais os homens nem mesmo para funcionar como homem-objeto (status a que foram elevados no auge do feminismo, lembram?) E arremata declarando que provavelmente agora os homens serão novamente “atirados na lata do lixo da história”
Ora, ora, Ruyzinho o que é isso? Realmente há tempos deixamos de considerar os homens como potenciais provedores, trocadores de pneus e mesmo parceiros para criar os filhos - uma vez instituída a tal da produção independente.
Porém daí a serem jogados na lata do lixo da história !? Muita calma nessa hora. Quem seria a louca mulher de fazer pouco e descartar um espécime capaz de originar tantos e tão variados prazeres? Sou capaz de lembrar uma lista infinita de utilidades e delícias com que os homens nos presenteiam, que mulher nenhuma seria capaz de reproduzir a contento.
Cafuné por exemplo. Há homens que são verdadeiros mestres nisso: fazem horas e horas de cafuné enquanto assistimos a um filme ou ouvimos música.
Aí há os especialistas em massagem na planta dos pés (pensa que é pouco?) têm a mão firme, sabem exatamente onde fazer mais ou menos pressão - um paraíso.
Outros arrepiam a gente só de encostar a mão. Arrepio daqueles que parece que estamos em uma montanha russa - e isso com um toque macio, levezinho, apenas ligeiramente safado.
E os que beijam então? Estes estão em extinção, mas quando um homem que beija, beija uma mulher que gosta de beijo - uau!
Há homens que sabem falar - estes raríssimos, se você conhecer algum, me avise - e falam coisas lindas, muitas vezes com uma voz baixa, meio rascante, mas com a naturalidade de quem diz bom dia. E deixam a gente de pernas bambas, onde quer que estejamos. Imagine a utilidade de um homem desses! Os que sabem falar, invariavelmente pensam bem, aí não sobra pra mais nenhum.
E o que me diz dos homens que fazem uma mulher rir? De verdade, não aquele risinho para agradar o “parceiro”. Nada se compara a cumplicidade de uma boa risada com um homem que sabe fazer rir. Não tem nada a ver com a sensação de rir com a melhor amiga.
Há homens insubstituíveis na cama. Aqueles craques em encontrar um bom filme começando em meio ao lixo eletrônico oferecido pelos canais de assinatura. E nos fazem companhia noite adentro de mãos dadas depois de um dia exaustivo quando não queremos nada mais do que apenas isso.
Não falei ainda dos homens que nos proporcionam prazeres sexuais inenarráveis. Não pela qualidade da transa em si, mas pela habilidade de, logo depois dela, tratarem-nos como verdadeiras rainhas. E aí nos sentimos saciadas, valorizadas, gostosas e prontas para a vida.
Decididamente caro Ruy, não há o que temer. Mulheres com juízo sempre procurarão e encontrarão homens com talento.
Talvez o mais difícil seja combinar antes dois pré-requisitos realmente essenciais para que o encontro flua melhor: é preciso que a mulher em questão realmente goste de homens e não esteja na dúvida entre a companhia de um deles e ir a academia ou varar a noite trabalhando para atingir metas.
E que, como já dizia Edith Piaf em Paris ou Marina Lima no Rio, é preciso que ela esteja disposta a renunciar algumas coisas pelo prazer de ter um “homem pra chamar de seu”. Mon homme. Como preferir.
Fonte: Vila equilíbrio
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
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