Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
sexta-feira, 20 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Anunciação

Amigo: a tua próxima presença
Anuncia-me o mistério ainda não revelado.
Virás como o sonho, na noite, caído sobre as pálpebras
E como a alvorada debruçada sobre o mundo...
Virás com o teu verbo quente e a tua mão leal
Para o aperto solidário que nenhum poder separará.
Virás juntar a tua vida à minha vida,
Comer o mesmo pão, sugar o mesmo sol.
E virás, com o silêncio das horas em que as nossas bocas
[ não saberão falar,
Para selarmos num poema eterno o milagre das nossas almas
[ reveladas,
A fecundar a poesia viva as nossas vidas que não queremos estéreis
[e ignoradas.
Vasco Miranda
O Gato e a Coruja


Num lindo barco, verde lustroso,
Vai navegando, muito dengoso,
Um belo gato e uma corujinha
Que lá vai cantando esta modinha:
"Ó lindo gato, ó meu gatinho!
És tão formoso, és tão bonitinho...
És tão mansinho, és meu amorzinho..."
- Ó linda coruja, o teu cantar,
Que é tão galante, me faz sonhar...
E este balanço, assim tão dolente,
Virá do mar, ou do teu cantar?
Ai...Ai...coruja, vamos casar?
- Sim , meu gatinho, mas que será,
Que de aliança nos servirá?
Edward Lear

Tu és minha vida!

No espaço transparente dos meus sonhos
Delineio os contornos dentro de mim,
Dos teus traços.
Em nossa distância,
Cuidadosamente insinuo
Algumas palavras,
Para saciar a minha vontade.
No desejo que germina em tua pele
Eu te mostro a direção da minha aflição.
E dentro de mim,
Uma revelação acontece a cada dia,
Que tu és Meu Doce Amor!
E alço vôo ao horizonte de palavras
Faço em Ti vida minha,
Um vôo apaixonante,
Tornando imensa a minha vontade
De poder não só em sonho te amar.
Paty Padilha
sábado, 14 de março de 2009
A incapacidade de ser verdadeiro

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
♥
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
♥
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
♥
- Não há nada a fazer. Este menino é mesmo um caso de poesia.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 13 de março de 2009
Don't Worry Be Happy ~ Bob Marley
Não Se Preocupe, Seja Feliz
Aqui está uma pequena canção que eu escrevi
Você pode querer cantá-la nota por nota
Não se preocupe, seja feliz
Durante toda a vida nós temos algumas dificuldades
Quando você se preocupa, você a faz dobrar
Não se preocupe, seja feliz
[...]
Eu lhe dou o meu número de telefone
Quando você estiver preocupado, me chame
Eu faço você feliz
Quando você se preocupa, seu rosto fica carrancudo
E isso derruba todo mundo
Assim, não se preocupe, seja feliz
Não se preocupe, seja feliz
Escute o que lhe digo
Não se preocupe, tudo o que é ruim passa logo
Não se preocupe, seja feliz
Eu não estou preocupado.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Sagitário

O Sagitário surge como uma reação ao escorpião, exigindo de volta sua independência. Nesse estágio a importância da continuidade do seu próprio desenvolvimento é maior do que a manutenção do pacto realizado em escorpião. Se este pacto transforma-se em algo nocivo, se tolhe a liberdade e impede a expressão livre da vontade, ele precisa ser quebrado. Deixamos de ver o outro como ameaça porque passamos a confiar nele, automaticamente passamos a confiar em todos e nos tornamos despidos de todas as muralhas que impediam os outros de nos conhecer da maneira como somos, e descobrimos que exibindo a verdade daquilo que somos não corremos mais riscos.
Em sagitário nós nos autorizamos a seguir nosso próprio caminho e perdemos o medo do que o outro poderia fazer com o que ele sabe a respeito da nossa intimidade: Em sagitário já não existem mais segredos, nesse estágio somos livros abertos, despidos de armaduras , generosos e dispostos a oferecer tudo o que temos, sabemos e adquirimos em troca de tudo o que o mundo tem a oferecer. Aqui se busca o máximo desenvolvimento, é o estágio da superabundância, da fé e do otimismo. A expansão ocorre de modo desenfreado, rumo ao infinito, vamos em todas as direções explorando tudo e todos, mas ao mesmo tempo ensinando tudo o que sabemos e oferecendo um pouco de tudo o que temos.
E assim vai seguindo o sagitário, rumo ao infinito, ao desconhecido, a um lugar que ele não tem a mínima ideia de como é, mas ele tem uma certeza: certamente “lá” é melhor do que aqui. Alimentando essa esperança o sagitário segue, सेम्प्रे, sempre se expandindo, absorvendo e emitindo sem controle e sem censura. Sagitário é também o estágio do excessivo, do exagero, do quantitativo em detrimento do qualitativo. As expectativas de sagitário são irreais, mas ele não se importa. Neste estágio, a única preocupação é o seguir em frente, rumo ao topo que se aproxima. Este é estágio do “estamos quase chegando”, é o frio na barriga da proximidade do desfecho. Mal sabe o sagitário o que lhe aguarda após o topo. Ele ainda não consegue ver, mas todo topo é uma ilusão, o ápice é infinitamente transitório: após o auge, a única coisa que resta é a queda. Quando sagitário chega no topo e toma ciência da realidade, quando se da conta da existência de limites, definitivamente ele já não é mais sagitário, tornou-se Capricórnio ..."
By Elias Mendes
terça-feira, 10 de março de 2009
Piadeeeeeeeenha

O vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
'Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer '.
Uma vestibulanda de 17 anos deu a sua interpretação :
'Ah, Camões!, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!'
A Vestibulanda ganhou nota DEZ, pela originalidade, pela estruturação dos versos, e das rimas insinuantes.
Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era apenas falta de mulher.
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