Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
"O amor é infantil. Uma alegria de se entornar pela casa e se despreocupar
com a arrumação. Ser adulto estafa, a recolher os brinquedos escondidos
na areia sem ao menos ter brincado. O amor é insuportavelmente tolo.
Quem não é tolo não permite carícias. O amor não cansa de caminhar como
a luz, não cansa de barulho como a chuva, não cansa de repetir as
lembranças como o fogo. Morro por amor, mas não morro o amor."
Fabricio Carpinejar
com a arrumação. Ser adulto estafa, a recolher os brinquedos escondidos
na areia sem ao menos ter brincado. O amor é insuportavelmente tolo.
Quem não é tolo não permite carícias. O amor não cansa de caminhar como
a luz, não cansa de barulho como a chuva, não cansa de repetir as
lembranças como o fogo. Morro por amor, mas não morro o amor."
Fabricio Carpinejar
domingo, 18 de abril de 2010
"Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu
continue alerta. Que,se necessário,eu possa ter novamente o impulso
do vôo no momento exato. Que eu não me perca, que eu não me fira,
que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos
becos de mim, Senhor.Que meus olhos saibam continuar se alargando
sempre."
Caio Fernando Abreu
sábado, 10 de abril de 2010
Poeminha Sentimental
O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vem pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
Mário Quintana
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vem pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
Mário Quintana
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