Wolfgang Amadeus Mozart
Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
domingo, 5 de setembro de 2010
Um poema de amor
Não sei onde estás, se falas ou se apenas olhas o horizonte,
que pode ser apenas o de uma parede de quarto. Mas sei que
uma sombra se demora contigo, quando me pergunto onde estás:
uma inquietação que atravessa o espaço entre mim e ti,
e te rouba as certezas de hoje, como a mim me dá este poema.
Nuno Judice
Dever de Sonhar
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar,
de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espetáculo
de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espetáculo
que posso. E, assim, me construo a ouro e sedas, em
salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu
sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
terça-feira, 24 de agosto de 2010
“ Penso sempre que um dia a gente
vai se encontrar de novo, e que então
tudo vai ser mais claro, que não vai
mais haver medo nem coisas falsas.
Há uma porção de coisas minhas que
você não sabe,e que precisaria saber
para compreender todas as vezes que
fugi de você... e voltei e tornei a fugir.
São coisas difíceis de serem contadas,
mais difíceis talvez de serem compreendidas.
- Se um dia a gente se encontrar de novo,
em Amor, eu direi delas, caso contrário...
não será preciso! ”
- Caio Fernando Abreu –
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