sábado, 19 de julho de 2008

Morre Dercy Gonçalves aos 101 anos


"Embora eu não tenha motivação para isso, aceitei, porque é para a terceira idade e foi o público que me fez a Dercy Gonçalves. A emoção, os sentimentos, o amor, a alegria, a tristeza, a raiva, tudo termina com o tempo. Você vai perdendo a vontade de viver. Suas paixões, tudo se vai. É a ordem natural das coisas. Por isso, eu fico muito decepcionada com o ser humano. Estamos desmoralizados, usam a maldade no lugar da bondade. Ainda bem que eu estou ótima, não tenho doença, só uma falta de açúcar que eu finjo não ter e me acabo de chupar balas. Quer saber? Desde que nasci, acho que sou a pessoa mais feliz do mundo. É difícil eu encontrar alguém mais feliz do que eu. Simplesmente por amor à vida!"



Dercy Gonçalves

sexta-feira, 18 de julho de 2008


Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

(...)

Quero saber se ficarás comigo no meio do incêndio e não te acovardarás. Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais se desmorona. Quero saber se consegues ficar sozinho contigo mesmo e se, realmente, gostas da companhia que tens nos momentos vazios.


Jean Houston

Mesmo que o caminho
Seja repleto de pedras,
Sendo difícil desviar...
Para, pensa...

Use suas asas.

Paty Padilha

Sapato de mãe



Tão pequeno era o pézinho
Da menina
Tão imenso era o sapato
Da mãezinha
Mas seus passos a tornaram
Uma mocinha
Que agora trilha seu caminho tão sózinha
Uma mulher
Colhendo as marcas de flores pela trilha
Que sua mãe deixou...
Que pequeno o coração da filha
Quando de saudade busca dentro da palmilha
O aconchego ,a ternura
O amor que ficou...
Da mãezinha

Bernadette Moscareli

Fada Amarela

Fada amarela,
Amiga sincera,
Salta pela janela,
A voar...
Pelo céu afora,
Dando piruetas,
Derramando,
Pozinho estelar...
Fada amarela,
Nasceste pra amar!
Com suas asas cintilantes,
Por aí a bailar...
Sempre tão bela!
De olhar brilhante,
Lá vem ela...
Amiga fada,
Fada amarela,
Cheia de encantos,
Ao meio das flores,
Cheia de amores,
Adornada em cores,
Que sorri pra ela...
Fada amarela,
De amarelo ouro,
Sua amizade é
Um grande tesouro.


Valquíria Cordeiro ~ 18/07/2008

(Dedicada a Bernadette Moscarelli)

terça-feira, 15 de julho de 2008


"...quando a estrada fica interrompida,
o desvio pode ser interessante..."

Martha Medeiros

Corações de Pedra


Lucas Pereira, 3 anos e 6 meses, MAIS UM ANJINHO DESAPARECIDO




Os seres humanos constróem hoje altos muros,
Para uns dos outros, sem amor se dividirem,
Utilizando seus corações de pedra "duros",
Para não se verem, não falarem nem se ouvirem.

Perderam o sentido da amizade,
Ofendem-se uns aos outros sem razão
E depois nunca lhes nasce a vontade
De se unirem em reconciliação.

Os dias belos deste tempo em que vivemos,
São frustrações, pois vivê-los não sabemos.
Só construímos entre nós separação!...

E cada dia, está mais presente este drama.
O ser humano, hoje odeia mais do que ama,
Petrificando lentamente o coração!...

(AD)

Meiguice



Rosa, rosas, perfumes...
meiguices, queixumes...
poesia pelo ar.....
Exalas beleza,
transmites a realeza,
numa natureza sem par...
E nessa tua meiguice,
sinto a faceirice,
da mulher a te imitar....

Stella Vives

Violeta


Esquecida no prado, debruçada
Sobre si mesma, humilde e dolorosa
A violeta vivia e era ignorada
Da noite negra e da manhã radiosa.

Eis que na curva do caminho breve
Uma linda visão de mulher passa

"-Ai de mim" pensa a flor
– "Ai se eu pudesse ser a mais bela
flor da natureza para que a doce
amada me colhesse e no seio me
trouxesse presa!

Mas ah! Veio a pastora indiferente
Nem atentou para a florzinha escrava!
Pisou a pobre... E a pobre alegremente
Ao ser calcada, trêmula, pensava:

"Ai que delícia, a de morrer agora,
A de morrer, cheia de amor infindo,
Pisada assim pela gentil pastora,
Pisada assim pelo seu pé tão lindo!"


Goethe