Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
quarta-feira, 24 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A minha história
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Minha Cama é um Veleiro


A minha cama é um veleiro;
Nela me sinto seguro;
Com minha roupa de marinheiro,
Vou navegando no escuro.
De noite embarco e sacudo a mão
Para os amigos no cais;
Fecho os olhos e pego o timão;
Não ouço nem vejo mais.
Cauto marujo, levo em segredo
Para a cama uma fatia
De bolo e também algum brinquedo,
Pois é longa a travessia.
Corremos de noite o mundo inteiro;
Mas quando chega a alvorada,
Eis-me a salvo em meu quarto e o veleiro
De proa bem amarrada.
Robert Louis Stevenson
Nela me sinto seguro;
Com minha roupa de marinheiro,
Vou navegando no escuro.
De noite embarco e sacudo a mão
Para os amigos no cais;
Fecho os olhos e pego o timão;
Não ouço nem vejo mais.
Cauto marujo, levo em segredo
Para a cama uma fatia
De bolo e também algum brinquedo,
Pois é longa a travessia.
Corremos de noite o mundo inteiro;
Mas quando chega a alvorada,
Eis-me a salvo em meu quarto e o veleiro
De proa bem amarrada.
Robert Louis Stevenson
"Mea Culpa"


Afinal, meu gesto doido,
Meu erro, querida,
Foi ter posto em você todo
O peso da minha vida.
Ao começar este amor,
Num coração tão diverso
Do meu pensei poder pôr
O meu universo.
E é desse erro tão profundo
Que vamos sofrendo então.
Não se pode pôr um mundo
Sobre um coração...
(Paul Géraldy [Tradução: Guilherme de Almeida])
Meu erro, querida,
Foi ter posto em você todo
O peso da minha vida.
Ao começar este amor,
Num coração tão diverso
Do meu pensei poder pôr
O meu universo.
E é desse erro tão profundo
Que vamos sofrendo então.
Não se pode pôr um mundo
Sobre um coração...
(Paul Géraldy [Tradução: Guilherme de Almeida])
terça-feira, 9 de junho de 2009

"...Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro;e que acariciada no fundo de si mesma
Se Transforme em fera sem perder a sua graça de ave;e que exale sempre
O impossível perfume;e destile sempre
O embriagante mel;e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão;e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efémero;e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação imunerável."
Vinícius de Moraes
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro;e que acariciada no fundo de si mesma
Se Transforme em fera sem perder a sua graça de ave;e que exale sempre
O impossível perfume;e destile sempre
O embriagante mel;e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão;e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efémero;e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação imunerável."
Vinícius de Moraes
domingo, 7 de junho de 2009
Oração da Joaninha


Meu Deus , eu vos pertenço,
Tão pequenina como minha xará Joana d’Arc,
Quando ainda brincava de roda.
Ah, que a minúscula ação de graças
De meu pequeno vôo circular
Através do prado
Vos alegre o coração!
Eu amo tanto cada um de vossos ramos!
Gosto tanto de pousar sobre eles
O alegre ardor de minhas asas,
Recobertas de olhinhos negros!
Obrigada por me teres criado
Para não fazer mal a ninguém.
Como um brinquedinho
De vintém
Que faz rir e consola um pouco!
Amém!
Carmen Bernos de Gasztold
Tão pequenina como minha xará Joana d’Arc,
Quando ainda brincava de roda.
Ah, que a minúscula ação de graças
De meu pequeno vôo circular
Através do prado
Vos alegre o coração!
Eu amo tanto cada um de vossos ramos!
Gosto tanto de pousar sobre eles
O alegre ardor de minhas asas,
Recobertas de olhinhos negros!
Obrigada por me teres criado
Para não fazer mal a ninguém.
Como um brinquedinho
De vintém
Que faz rir e consola um pouco!
Amém!
Carmen Bernos de Gasztold
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