segunda-feira, 1 de junho de 2009

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Uma pobre velhinha franzida e amarela
Sentou-se num banco, em Paris.
A tarde cinzenta andava atrás dela
Como um triste gato de feltro e flanela,
Igualmente exausta e infeliz.

Por que há uma velhinha tão triste e amarela
Sentada num banco em forma de X?
Nunca vi ninguém mais triste do que ela,
Em tarde nenhuma de nenhum país.

Nas mãos , uma chave – de que bairro, viela,
Porta , corredor, mansarda, cancela?-
Com um desenho de flor-de-lis.


Cecília Meireles


Um comentário:

tragada disse...

Paty,

que blog mais sweet!!!
Me encantei com o layout, com os poemas e com sua mascote!

Lindo!

kryka

http://absyntovoce.blogspot.com/