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sábado, 7 de junho de 2008


Já

já não é hoje ?

não é aquioje?

já foi ontem?

será amanhã?

já quandonde foi?

quandonde será?

eu queria um jàzinho que fosse

aquijá

tuoje aquijá.




Alexandre O'Neill

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008


Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.


Alexandre O'Neill in "Um adeus português"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre O'neill