Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA
A vida é um incêndio:
nela dançamos, salamandras mágicas
que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...
Mário Quintana
Deram-se as mãos como se fossem versos
Sorrindo como se tivessem asas
No seu olhar os sonhos mais diversos
Nos corasções acesos como brasas
E sem pudor nem mais posturas graves
Uma outra luz doirava os seus cabelos
Em gestos desenhados e suaves
Deram-se os corpos nus jovens e belos
E nessa praia branca que não finda
A areia guarda a sua história linda
No silencio das bocas consagrada
E das mãos dadas fez-se madrugada
Tudo foi dito sem ser dito nada
E as aves cantam esse Amor ainda
FERNANDO TAVARES RODRIGUES
Sorrindo como se tivessem asas
No seu olhar os sonhos mais diversos
Nos corasções acesos como brasas
E sem pudor nem mais posturas graves
Uma outra luz doirava os seus cabelos
Em gestos desenhados e suaves
Deram-se os corpos nus jovens e belos
E nessa praia branca que não finda
A areia guarda a sua história linda
No silencio das bocas consagrada
E das mãos dadas fez-se madrugada
Tudo foi dito sem ser dito nada
E as aves cantam esse Amor ainda
FERNANDO TAVARES RODRIGUES
Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens."
João Guimarães Rosa
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Broinhas mágicas
É rápido e facílimo fazer estas deliciosas broinhas de milho mineiras. Numa panela deite 1 xícara de leite, 1 de água, 1 de óleo e erva-doce quanto baste. Deixe ferver, tire do fogo, junte 1 xícara de farinha de trigo, 1 de fubá mimoso, e 1/2 de açúcar, mexendo energicamente. Por fim, junte 6 ovos, um a um, misture bem (com as mãos se necessário - para mim não foi), e retorne ao fogo brando até que a massa comece a pegar no fundo da panela.
E agora chegou a hora divertida, da mágica da xícara! Tome uma xícara de chá, molhe-a, encha-a de farinha de trigo e esvazie-a de novo. Coloque 1 colherada de massa ali, comece a fazer movimentos circulares com a xícara, e ... PIRLIMPIMPIM! Como num passe de mágica, num instante, elas vão se formando, macias, graciosas e amarelinhas, bem diante do seu nariz!
Rende 18 broinhas.
Ela se submeteu – desfez-se
Dos Brinquedos de Moça
Para assumir o digno Encargo
De Mulher e de Esposa –
Se algo perdeu seu novo Dia
De Encanto ou Plenitude
Ou Perspectivas, ou se o Ouro
Estragou-se com o uso –
Não se falou como o Oceano
Faz a Pérola e as Algas
Só para Ele – e a ninguém mostra
No Fundo a sua Casa –
Emily Dickinson
Dos Brinquedos de Moça
Para assumir o digno Encargo
De Mulher e de Esposa –
Se algo perdeu seu novo Dia
De Encanto ou Plenitude
Ou Perspectivas, ou se o Ouro
Estragou-se com o uso –
Não se falou como o Oceano
Faz a Pérola e as Algas
Só para Ele – e a ninguém mostra
No Fundo a sua Casa –
Emily Dickinson
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