Entre Fadas e Borboletas circulamos. Neste movimento transitório, inalterável, percorremos. Entre mistérios e paraísos lilases equilibramos. Entre matizes rosas e azuis voamos. E nos canteiros perfumados cultivamos. As flores mais lindas colhemos. Rosas vermelhas ou brancas exalamos. E nas manhãs de verão, nos amamos. (Paty Padilha)
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
As pedras

As pedras falam? pois falam
mas não à nossa maneira,
que todas as coisas sabem
uma história que não calam.
Debaixo dos nossos pés
ou dentro da nossa mão
o que pensarão de nós?
O que de nós pensarão?
As pedras cantam nos lagos
choram no meio da rua
tremem de frio e de medo
quando a noite é fria e escura.
Riem nos muros ao sol,
no fundo do mar se esquecem.
Umas partem como aves
e nem mais tarde regressam.
Brilham quando a chuva cai.
Vestem-se de musgo verde
em casa velha ou em fonte
que saiba matar a sede.
Foi de duas pedras duras
que a faísca rebentou:
uma germinou em flor
e a outra nos céus voou.
As pedras falam? pois falam.
Só as entende quem quer,
que todas as coisas têm
um coisa para dizer.
Maria Alberta Menéres
Conversas com versos
mas não à nossa maneira,
que todas as coisas sabem
uma história que não calam.
Debaixo dos nossos pés
ou dentro da nossa mão
o que pensarão de nós?
O que de nós pensarão?
As pedras cantam nos lagos
choram no meio da rua
tremem de frio e de medo
quando a noite é fria e escura.
Riem nos muros ao sol,
no fundo do mar se esquecem.
Umas partem como aves
e nem mais tarde regressam.
Brilham quando a chuva cai.
Vestem-se de musgo verde
em casa velha ou em fonte
que saiba matar a sede.
Foi de duas pedras duras
que a faísca rebentou:
uma germinou em flor
e a outra nos céus voou.
As pedras falam? pois falam.
Só as entende quem quer,
que todas as coisas têm
um coisa para dizer.
Maria Alberta Menéres
Conversas com versos
Apesar e Além de Tudo...

O cão, o gato, a sombra , o lúdico,
a réstia de luz que sobra...em tudo,
crença delicada manifesta,
que quero...
Um som medieval
confirma a esperança.
Na janela aberta,
menina de trança,
colorida e ferida,
lá de tras trazida,
agora em dúvida, perdida ?
mudada, esquecida?
Outro hoje, aqui,
juntos e somando,
divididos, sozinhos,
perscrutando universos,
des-integrados, dispersos...
globalizados?
Afoitas...
Separemos
as coisas...
Gaiô.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Canção da Aia Para o Filho do Rei ( trecho )
O Vencedor

Olha lá quem vem do lado oposto
E vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
Levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?
E eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz.
Los Hermanos/ Marcelo Camelo
E vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
Levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?
E eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz.
Los Hermanos/ Marcelo Camelo
Hora do Chá


Mas acontece que não basta colher
As primeiras folhas da ponta dos ramos.
Nem esperar que a chaleira cante
E o chá desdobre os caracteres de sua escrita
Em água, perfume e topázio.
Não basta a receita:
Falta a elevada solidão,
O hino latente,
A dinastia do sonho.
Faltam as convergências
Do céu e da terra,
Os orvalhos e estrelas
Entre o sonhar e o morrer.
(Ah!somente a pedra sonora dirá, decerto,
No ar de ouro e seda,
O caminho saudoso dos ritos,
O ato de perfeição
Por que choram os nossos olhos.)
(Cecília Meireles)


III
Se refazer o tempo, a mim, me fosse dado
faria do meu rosto parábola
rede de mel, ofício de magia
E naquela encantada livraria
onde os raros amigos me sorriam
onde a meus olhos eras torre e trigo
Meu todo corajoso de Poesia te tomava.
Aventurança, amigo,
tão extremada e larga
E amavio contente o amor teria sido.
Hilda Hilst
Se refazer o tempo, a mim, me fosse dado
faria do meu rosto parábola
rede de mel, ofício de magia
E naquela encantada livraria
onde os raros amigos me sorriam
onde a meus olhos eras torre e trigo
Meu todo corajoso de Poesia te tomava.
Aventurança, amigo,
tão extremada e larga
E amavio contente o amor teria sido.
Hilda Hilst
Bom dia!
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