terça-feira, 30 de outubro de 2007

Eu, duplo de mim


De manhã escureço
à noite clareio,
de manhã, choro
à noite namoro...

Quando amanhece sofro,
Quando anoitece gozo
Quando é dia morro,
Quando é noite a cordo...

Eu paradoxo de mim,
eu antítese de novo...
busco a compreensão sem fim
nesse conflito de povo.

Polvo...tentáculos me aprisionam,
eu luto e me liberto
o sistema é um sonho
gosto mesmo é de sexo.

Por isso me emociono
amo a descoberto,
não me escondo,
desnudo-me no deserto...

sou anjo, alma pregressa,
rude, rubra...em aberto,
busco a compreensão do homem certo,
para aquietar a carne...me aperto...

sou virgem, sou mulher,
anjo, demônio
noite e dia,
e o Equinócio da Primavera...

Sou flor, mar, pélago,
minha busca é incessante...
deixe que eu me descante...
E acabe em poesia...
(Margaret Pelicano)

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